23 de jan. de 2020

Faltou uma voz, uma liderança, para acalmar o time


Era difícil encontrar nos dias que antecederam o clássico algum torcedor esperando pelo pior no clássico de ontem na Arena das Dunas. Havia um otimismo exagerado e quase uma certeza de vitória. Um simples empate já seria encarado como um resultado não satisfatório.
Esse quadro é aceitável para quem paga ingresso e vive o futebol como paixão. Para quem o tem como atividade profissional, incluo neste grupo não apenas os jogadores e comissão técnica, mas também os dirigentes, é preciso ser estrategista e pensar com inteligência o que pode ser considerado como melhor resultado.
Não creio que o experiente Waguinho Dias, que até ontem às 20 horas era quase uma unanimidade, tenha caído no oba-oba de ter que ganhar o clássico por cima de pau e pedra. Com a bola rolando, as circunstâncias mostravam que o empate poderia ser considerado um bom resultado, uma vez que o América manteria a liderança da competição e teria grandes chances de terminar a fase classificatória em primeiro, tendo como prêmio o direito de decidir o turno na Arena das Dunas e o resultado de empate.
Entretanto, o que se viu foi um time assustado nos primeiros minutos, com a bola queimando nos pés dos jogadores. Na etapa derradeira, o América pressionou, chegou ao gol da igualdade e seguiu querendo desesperadamente a vitória, como se o empate não fosse suficiente para manter a liderança. O lance do ala André Krobel tentando apressadamente levantar um adversário nos minutos finais, retrata bem o espírito da equipe na reta final. Faltou uma voz, uma liderança, para acalmar o time.
Apesar de tudo, o turno não acabou. Ainda falta uma rodada para a conclusão da fase classificatória e, independentemente do local da final, o título da Copa Cidade do Natal continua aberto.

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